#culturagerafuturo

Conheça o Distrito C: criatividade e desenvolvimento em Porto Alegre

por admin | 6 de dezembro de 2018 | Notícias

Projeto engloba mais de 100 espaços criativos que atraem negócios, visitantes e promovem a revitalização urbana da cidade

Restaurantes, galerias, brechós, ateliês, teatros. Construído de forma colaborativa em Porto Alegre (RS), o coletivo Distrito C reúne cerca de 100 espaços criativos e 250 artistas e empreendedores que atuam em diversas áreas de economia criativa e geram cerca de 1 mil empregos diretos e indiretos.

Criado em 2013, o espaço criativo – que que inclui os bairros Floresta e São Geraldo– foi concebido inicialmente por Jorge Piqué, da agência de inovação social UrbsNova Porto Alegre – Barcelona, mas já tinha história antes disso. Anteriormente, havia ali uma tradição de solidariedade e organização social entre empresas e funcionários de empresas do local, sobretudo do setor têxtil.

O Distrito C resgatou essa vocação e buscou não apenas valorizar, qualificar e divulgar os empreendedores que fazem parte do coletivo, como também promover a revitalização urbana da área, ao trazer mais qualidade de vida aos moradores, empreendedores e visitantes. O coletivo ainda apoia eventos de seus integrantes e promove outros.

“Para Porto Alegre, o Distrito C é importante porque mostra que uma parte antiga, esquecida e desconhecida de grande parte dos moradores, mas que já foi coração fabril da cidade, é cheia de vida criativa com qualidade, artistas, arquitetos, designers, cafeterias, restaurantes, casas noturnas com música ao vivo e muito mais”, afirma Piqué.

Segundo Piqué, a ideia é que o Distrito C sirva como exemplo para outras iniciativas. “A partir dessa experiência de cinco anos no desenvolvimento deste projeto, a expectativa é criar distritos criativos, com nossa metodologia, em outras cidades que têm esse potencial, sempre aliando ao patrimônio histórico e ambiental, que são valores para nós”, afirma. “Este espaço demonstra que não precisamos de grandes projetos, mas dos talentos que temos, e que se pode construir um projeto com nossas próprias forças”, completa.

Benefícios

A Vila Flores, comunidade formada por artistas, empreendedores criativos e produtores culturais, é um exemplo de iniciativa que faz parte do Distrito C. Situada em um complexo arquitetônico de 1928, tornou-se um espaço de práticas colaborativas nas áreas de arte, arquitetura e educação e foi revitalizada pelos próprios integrantes.

Ana Skavinski, agente cultural e gestora administrativa da Vila Flores, trabalha há três anos no espaço. “O benefício do Distrito C é que ele permite ampliar redes e criar novas conexões de trabalho, dá oportunidades de trabalhar o coletivo, de criar e de trocar experiências e ideias”, afirma. “É a construção de processos juntos, é o tecer redes”, resume.

O Distrito C também é sede, desde 2015, do André Venzon Atelier. Para Venzon, integrar o coletivo é uma oportunidade de trocar informações. “É um benefício numa dimensão mais simbólica, de participar desse novo panorama urbano em que pessoas estão pensando a cidade por meio de suas manifestações artísticas”, destaca.

Saiba mais: https://distritocriativo.wordpress.com/