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Mercado Mundo Mix terá edição neste sábado (24), no Rio de Janeiro

por admin | 21 de novembro de 2018 | Notícias

Evento de economia criativa reúne empreendedores de moda, gastronomia, artes plásticas, música, artesanato, design e promove programação gratuita

Aos poucos, o Mercado Mundo Mix deu voz e espaço a novos comportamentos, visões de mundo e formas de consumo. O que começou como a primeira feira de economia criativa do Brasil, idealizada pelo produtor Beto Lago em 1994, consolidou-se como um festival. De lá para cá, foram cerca de 2 mil edições em diversas cidades do País. Neste sábado (24), será a vez da Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, ser palco de mais uma edição do evento.

O Mercado Mundo Mix contempla áreas de moda, gastronomia, artes plásticas, música, artesanato e design, com uma ampla programação gratuita. São workshops, feiras, shows e até uma área dedicada a plantas. A expectativa é de que 4 mil pessoas e cerca de 60 empreendedores compareçam na edição deste sábado. “No Rio de Janeiro, vamos estimular a economia em um momento de crise cultural, de identidade e de violência”, explica Beto Lago. “Em épocas de adversidade, a economia criativa gera dinheiro e gratas surpresas”, destaca.

Ao longo dos anos, Beto Lago viu, na prática, a força da economia criativa. Cada edição do Mercado Mundo Mix – que geralmente dura um fim de semana – reúne em média 100 a 150 empreendedores culturais e um público de 10 a 15 mil pessoas. O faturamento de uma empresa é de aproximadamente R$ 4 mil durante o evento.

Outro ponto de destaque do evento é a obrigatoriedade de os participantes serem microempreendedores individuais (MEI) ou terem certificado de artesanato. “Por edição, estimulamos a abertura de 30 MEIS. Isso gera tributos e toda uma certificação”, afirma.

Evolução

“Em épocas de adversidade, a economia criativa gera dinheiro e gratas surpresas”, destaca Beto Lago

Beto Lago destaca que o Mercado Mundo Mix deu voz e abriu espaço a empreendedores culturais e possibilitou o estabelecimento de novos comportamentos. Movimentos como os do grafite, hip hop, cultura da música eletrônica e piercings tiveram no evento uma plataforma para a grande mídia. “Somos o primeiro evento de economia criativa do Brasil, levantamos essa bandeira. Há 20 anos, era um local de gente diferente, tanto de costumes quanto de comportamento”, explica. “Existia um tipo de jovem que não tinha local para se expressar, que não queria trabalhar em empresas, mas viver fazendo o que gosta. A ideia era ser um catalisador de comportamentos e novas formas de consumo”. A proposta deu certo. Para o próximo ano, já estão confirmadas edições em Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Campinas.

Além das diversas edições, o evento se adaptou aos novos consumidores, que exigem saber como o produto foi feito e a função daquele item. Exemplo disso é a EcoModas, que estará presente na edição deste sábado na capital fluminense. A marca busca minimizar os impactos no meio ambiente em seus processos de produção e incentivar a educação ambiental.

“A EcoModas está numa fase de expansão, buscando novas parcerias e mercados. Enxergamos ser esta uma ótima oportunidade de levar a marca para um ambiente propício para divulgar a nossa causa sustentável”, explica Alex Santos, CEO da empresa. “Estamos iniciando uma parceria de valor com o Mercado Mundo Mix e desejamos engajar as pessoas para que juntos possamos desenvolver iniciativas que contemplem a preservação do planeta. Estamos muito entusiasmados e mais próximos do nosso público”, completou.

Serviço:

Mercado Mundo Mix
Sábado (24/11).
No Rio de Janeiro, na Fundição Progresso – Ruas dos Arcos 24 (Lapa)
Das 12h às 22 h
Entrada Franca